"FÁBIO CÂMARA NÃO PODERÁ DIZER QUE NÃO HOUVE APOIO DO PMDB", DIZ ROBERTO COSTA - Randyson Laércio

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domingo, 26 de junho de 2016

"FÁBIO CÂMARA NÃO PODERÁ DIZER QUE NÃO HOUVE APOIO DO PMDB", DIZ ROBERTO COSTA

O Estado – O deputado estadual Roberto Costa, um dos dirigentes do PMDB no Maranhão, falou a O Estado com exclusividade sobre a atual conjuntura política da capital, avaliou a situação do pré-candidato da sigla, vereador Fábio Câmara, e tratou sobre o projeto da legenda para o pleito de 2018, quando em estará em jogo a sucessão do governador Flávio Dino e duas vagas para o Senado Federal.
Ele revelou que apesar de o partido trabalhar com a tese de candidatura própria São Luís, não está descartada a composição de uma aliança com outro nome; rechaçou qualquer manobra contra o pré-candidato Fábio Câmara e afastou qualquer possibilidade de articulação junto ao governador comunista, que condicione aliança na capital em troca de apoio para as eleições de Bacabal.
A respeito de 2018, Costa afirmou que trabalhará pela reeleição do senador João Alberto ou até para o Governo do Estado. O tema é polêmico e mexe com as principais lideranças políticas do PMDB. Abaixo, a íntegra da entrevista.
O Estado – Diante da atual conjuntura e do cenário político/eleitoral em São Luís, o PMDB mantém a tese de candidatura própria na capital?
Roberto Costa – A prioridade do partido é ter uma candidatura própria. Mas não basta só isso. Tem de ser uma candidatura forte que consiga aglutinar em torno dela as forças partidárias. Contundo, não deixamos de fazer outras articulações. Estamos mantendo sim, conversas políticas com outros partidos, no sentido de compormos uma aliança, caso o partido não tenha essa candidatura própria fortalecida. E essa prerrogativa será estabelecida não apenas em São Luís, mas em todo o Maranhão.
O Estado – As últimas pesquisas mostram uma estagnação do vereador Fábio Câmara ao patamar de 2% das intenções de votos. No teu ponto de vista, esse aspecto muda algo em relação ao projeto do partido para São Luís?
Roberto Costa – O próprio senador João Alberto já deixou claro que a prioridade do partido é uma candidatura própria. E o PMDB tem dado todo o apoio ao vereador Fábio Câmara com espaços partidários, para que ele possa viabilizar sua candidatura. Entretanto, as pesquisas tem mostrado que ele não tem conseguindo avançar nos índices. O senador João Alberto tem dito que o percentual para encarar uma candidatura própria seria em torno de 10%. A prioridade do partido sempre foi pela candidatura própria, mas como disse o senador João Alberto, não existe candidatura irreversível. O esforço do vereador Fábio Câmara tem sido visto e valorizado pelo partido, contudo, ainda não foi o suficiente para viabilizar seu nome em percentual maior nas pesquisas. O partido tem o prazo até 10 de julho para concluir a avaliação e tomar uma decisão definitiva. Se manterá a candidatura própria ou se buscará uma composição com outros partidos. E essa decisão, não será unilateral, será conversada e decidida por todos no PMDB.
O Estado – Então você concorda com o senador João Alberto, de que não há candidatura irreversível?
Roberto Costa – Eu tenho esse mesmo entendimento, eu acho que a prioridade nossa sempre foi em torno de um projeto da candidatura própria que representasse um projeto político/administrativo do PMDB para a cidade de São Luís. Mas essa decisão tem que ser tomada de forma madura, para que não venhamos encarar um projeto de “aventura”.
O Estado – O senador Lobão Filho também se manifestou de forma semelhante a de João Alberto. Ele inclusive sugeriu o nome de Andrea Murad para a disputa. Seria viável?
Roberto Costa – A deputada Andrea Murad é nossa companheira na Assembleia Legislativa, tem o meu respeito e, diga-se de passagem, tem desempenhado um excelente trabalho no Parlamento. Acredito que o nome do vereador Fábio Câmara seria mais viável para o partido, e a própria deputada Andrea Murad entendeu isso, declarou apoio ao vereador. Hoje não temos condições de fazer o nascimento de uma nova candidatura, em detrimento do tempo para viabiliza-la. Caso o vereador Fabio Câmara não consiga se viabilizar para disputar o pleito, o partido buscará uma composição com outros nomes, no sentido de manter o seu espaço dentro na eleição e dentro da cidade de São Luís.
O Estado – Há alguma manobra interna no partido para inviabilizar a candidatura de Fábio Câmara?
Roberto Costa – Não existe essa possibilidade. O que de fato ocorre é que, como em todo partido, existem núcleos que em alguns momentos acirram determinadas disputas internas, deixando mais acaloradas as discussões. Mas nós temos um entendimento de que o mais importante de tudo isso, apesar das discursões internas, dentro do partido, é de que quando assumimos uma posição, essa será a posição de todo o partido. E o vereador Fábio Câmera não pode negar, que teve o apoio de toda a direção estadual do PMDB. Inclusive, com o apoio incondicional do senador João Alberto, colocando-o na presidência do diretório municipal de São Luís.
O vereador Fabio Câmera foi priorizado, e a nossa torcida é de que ele consiga se viabilizar alcançando melhores índices nas pesquisas, fortalecendo, desta forma, o projeto político do PMDB em São Luís.
O Estado – Fábio Câmara já demonstrou em algum momento que pretende abrir mão da disputa? Quais os caminhos estratégicos a seguir, caso isso ocorra?
Roberto Costa – Já deixamos claro que a prioridade é a candidatura própria, e os critérios para que isso ocorresse. O que o partido vai fazer caso esse projeto não se viabilize é buscar outras alternativas. O próprio senador João Alberto já afirmou essa possibilidade caso não haja candidatura própria, mas ele continua nas articulações políticas, dialogando com os outros partidos que estão na disputa.
O Estado – O partido chegou a discutir no início do ano a possiblidade de formação de chapa com algum pré-candidato da capital. Você acha que esse projeto pode ser revisto com maior profundidade?
Roberto Costa – Com certeza. Eu acho que se nós não conseguirmos ter uma candidatura competitiva para disputar as eleições, o que de fato está acontecendo, o partido vai ter que discutir outras possibilidades nesta eleição. E a questão de composição não fica descartada, até porque, se não tivermos uma candidatura competitiva, teremos sim, que buscar uma composição e discutir essa possibilidade com todos os projetos que estão sendo apresentados hoje para a cidade de São Luís.
O Estado – Caso a legenda decida pela composição de chapa, quais seriam os nomes, no teu entendimento, com cacife eleitoral e político para representar o PMDB nas eleições?
Roberto Costa – Os pré-candidatos, prefeito Edivaldo Holanda Junior deputado Wellington do Curso, deputada Eliziane Gama, deputado Eduardo Braide, já nos procuraram no sentido de buscar uma composição. Assim que definirmos a posição do partido em relação ao nome do vereador Fábio Câmara e a sua viabilidade para uma candidatura própria, buscaremos uma composição com o melhor nome.
O Estado – Há algum diálogo do PMDB com o governador Flávio Dino que envolva e condicione eventual aliança política para as eleições de São Luís e de Bacabal?
Roberto Costa – Não. O que nós temos como entendimento é de respeitabilidade às nossas posições dentro da Assembleia. Apoiamos os projetos do Governo que é de interesse do povo maranhense. O que não estiver de acordo com a população não terá o nosso apoio. Agora, é necessário entender que politica se faz com diálogo e, não com posições pessoais contra ninguém. Não é pecado manter conversas, ou discutir com o Governo o que for de interesse para a população maranhense. Isso faz parte do processo político, faz parte do sistema democrático que nos vivemos hoje no Brasil, e os diálogos que mantemos com o Governo do Estado são respeitosos. Não prevalece nenhum interesse pessoal, o que prevalece, é manutenção do diálogo com alguns setores do governo, onde buscamos resolver problemas que são de interesse da população maranhense. Não usarei o meu mandato para manipular posições pessoais e sim, posições que sejam de interesses coletivos para os maranhenses.
O Estado – Qual a relação do PMDB com o prefeito Edivaldo Holanda Júnior?
Roberto Costa – Relação de respeito. Primeiramente pelo cargo que ele ocupa, o que nos leva a fazer com responsabilidade qualquer tipo de intervenção, não só com o prefeito, mas com o governador também. Mas acima de tudo, temos responsabilidade com a população de São Luís. Eu pessoalmente apoiei o prefeito no 2º turno na eleição passada, e nós temos inclusive, um membro do PMDB, a vereadora Helena Dualibe, que vem fazendo parte da administração do prefeito, atuando como secretária de Saúde, e contribuição com um excelente trabalho na administração municipal. Eu não descarto, caso não se consolide a candidatura própria do PMDB, uma composição com qualquer outro partido, inclusive, com o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior.
O Estado – O partido pretende eleger quantos vereadores nas eleições de outubro?
Roberto Costa – O partido já teve uma bancada de 2 vereadores e o que nós esperamos e que dentro desse trabalho que for montado pelo diretório municipal a gente consiga eleger de 2 a 3 vereadores, para que o partido continue tendo um a sua presença assegurada dentro da Câmera Municipal, e com isso, assegurar as discussões dos projetos que são importantes para a capital.
O Estado – Qual a perspectiva para o partido, visando também as eleições de 2018?
Roberto Costa – O PMDB é um partido grande, é um partido que precisa está inserido em toda a discussão. A nível de Estado, nós temos hoje 2 senadores da República: o senador João Alberto e o senador Edison Lobão; 3 deputados federais e 3 deputados estaduais, além de dezenas de prefeitos e centenas de vereadores em todo o Maranhão. O partido é forte no Estado e agora, no Brasil, com o presidente Michel Temer no comando do país. Trabalharemos pela unificação do PMDB em 2018. E manteremos o nome do senador João Alberto à reeleição do Senado, pois acreditamos que ele aglutina a força política e partidária para continuar no cargo de senador. Inclusive, nessa crise instalada no Brasil, o senador João Alberto tem conseguindo passar por todo esse processo de crise política que se instalou no país, de forma limpa, sem ter nada que manche sua conduta política. Como presidente do Conselho de Ética no Senado, João Alberto tem desempenhado um importante papel para a unificação da política brasileira. Em virtude disso, defenderemos o nome do senador para a reeleição no Senado ou caso seja necessário, defenderemos também para Governado do Estado. O mais importante é que o partido está se organizando em todo o Maranhão. Mas no momento, estamos pensarmos nas eleições municipais em todos os municípios, pois essa organização é necessária para o projeto do PMDB em 2018.
(Blog Gilberto Léda)

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