ROMBO MILIONÁRIO ENCONTRADO EM AUDITORIA INVIABILIZA AÇÕES E INÍCIO DO GOVERNO INTERINO DE ZÉ VIEIRA - Randyson Laércio

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

ROMBO MILIONÁRIO ENCONTRADO EM AUDITORIA INVIABILIZA AÇÕES E INÍCIO DO GOVERNO INTERINO DE ZÉ VIEIRA


A descoberta de um rombo milionário nas contas públicas e no orçamento da prefeitura municipal de Bacabal  inviabiliza o inicio das ações do governo do prefeito interino José Vieira Lins. A informação é de um fonte muito próxima ao prefeito,

Como, em razão das querelas jurídicas, não aconteceu a chamada transição de governo, Vieira, que desde o momento que assumiu passou pouco mais de 20 minutos sentado na cadeira de prefeito no Palácio das Bacabas, montou gabinete em sua próprio mansão e passou a sua primeira semana como alcaide despachando com um trio de assessores formado pela esposa Patrícia Viera, pelo cunhado Ramón Braga e pelo promoter Jaime Rocha.

Entre as ações tomadas pelo velho gestor, na semana que passou, destacam-se a demissão branca por ele praticada, inclusive contra os servidores concursados e efetivos da prefeitura, que foram todos dispensados de suas funções e mandados para casa, com a promessa de serem chamados e reintegrados para partir desta semana.

Uma fonte bem situada dentro do governo interino revelou que, por esse motivo, também ainda não foram nomeados secretários, diretores e coordenadores, estando município funcionando apenas em seus serviços essenciais, a exemplo dos prestados pela saúde, como o pronto socorro e a maternidade municipal.

Caos e muitos problemas como herança
Segundo também revelou a fonte, o cenário encontrado por José Vieira Lins é de catástrofe extrema, tanto financeira como administrativamente. Os levantamentos mostram a existência de salários atrasados para diversas categorias e funções, a  subtração de benefícios e direitos garantidos por Lei aos trabalhadores, o desconto e não recolhimento dos benefícios sociais como Fundo de Garantia do Trabalhador e o INSS.

Quase todas as contas da prefeitura também foram encontradas negativadas. A única verba expressiva que ficou a disposição de Vieira foi a segunda parcela da multa da repatriação, que só caiu em conta na manhã do dia 30 de dezembro do ano passado, feriado bancário, o que não permitiu o seu saque, algo próximo a 2 milhões de reais.

A prefeitura aguarda para hoje, 10, a entrada das primeiras transferências constitucionais mais expressivas, a exemplo da verba do Fundo de Participação dos Municípios, para pode esboçar os primeiros movimentos.

Saúde e educação em Estado de Emergência
A fonte deixou vazar também que a situação é tão crítica que em dois setores, saúde e educação, o prefeito interino planeja decretar Estado de Emergência. No setor da saúde Vieira encontrou todos os hospitais e unidades básicas fechadas, sem estoque de remédios e sem corpo funcional que possa operá-los porque grande parte dele foi demitida ainda pelo administração Veloso.

Os hospitais não funcionavam em Bacabal desde o final do mês de outubro e Vieira se viu obrigados a colocá-los em funcionamento de forma ainda precária, apenas como o atendimento básico.

Na educação a situação é ainda mais degradante e complicada. No ano passado o prefeito José Alberto Oliveira Veloso implantou a criminosa prática da redução da carga horária na rede pública municipal.

O ano escolar durou apenas 7 meses, alunos ficaram sem aulas e professores sem salários, principalmente os contratados que foram demitidos pelo secretário, professor Carlos Alberto Gusmão, ainda na primeira quinzena de novembro sem o devido pagamento dos direitos que o contrato, já ilegal, garantia. Muitos professores receberam pouco mais de 300 reais como pagamento.

Mudo e calado
Desde que deixou o prédio da prefeitura de Bacabal na última segunda-feira, 1º, o prefeito interino não fez mais nenhum de tipo de aparição pública. Despacha com assessores próximos, recebe poucos aliados e se fechou e copas sem anunciar o seu secretariado.

Ainda segundo a fonte Vieira, que foi apoiado pelo conhecido 'consórcio da muleta', formado pelos aleijados eleitorais, deputado estadual Carlinhos Florêncio e seu filho, vice-prefeito interino Florêncio Neto; pelo vereador prestamista César Brito e pelo ex-prefeito José Alberto Oliveira Veloso, demonstra, nas poucas conversas que tem, estado de completa decepção com a situação de caos que encontrou.

A maior preocupação de Vieira é com a situação financeira do município. Os levantamentos que estão sendo feitos mostram a existência de rombo milionário nas finanças do município.


O final do governo dos Velosos foi marcado pela extensão de contratos, aditivos financeiros em obras, realização de licitações sem objeto, compras desnecessárias e demissões irregulares que podem encaminhar Bacabal a bancarrota, além de arrolar inúmeros questionamentos de ordem jurídica.

Um dos casos apurados pela auditoria mostra que José Alberto Veloso fechou contrato com a empresa R. F. Magalhães Nogueira & Cia Ltda – ME, para manutenção e instalação horizontal, vertical e semafórica. O negócio saiu por R$ 503.339,00 e a empresa teria até 31 de dezembro para honrar o documento.


Secretariado

A fonte especula que o motivo e a razão do silêncio de Vieira é ter que, agora que toma conhecimento da grave situação em que a cidade e encontra, cumprir os compromissos políticos acertados com os membros do 'consórcio da muleta', como a distribuição de cargos dentro da sua administração.

Já existem servidores trabalhando em setores que não podem parar, a exemplo dos mercados e do terminal rodoviário. Porém o prefeito interino ainda não anunciou ninguém formalmente.

Corre na cidade uma lista apócrifa de secretários, que não é referendada pela fonte, que coloca Vieira em duas situações de extremo desconforto. No primeiro ponto joga o velho caudilho na lista dos gestores népotas, por constar os nomes da esposa, dos cunhados e outros parentes.

No segundo ponto configura que, aos 84 anos, Vieira traiu e mentiu para o povo de Bacabal quando afirmou não ser apoiado pelo ex-prefeito José Alberto. A lista apócrifa, pelo números de secretários indicados por Veloso, mostra que o governo interino de Vieira, na verdade, é a extensão e continuação, apenas, do governo de Veloso, se caracterizando como o seu segundo mandato.

*Relação apócrifa
Administração e Planejamento: Florêncio Neto (vice-prefeito);
Procurador do Município: Toinho Florêncio (tio do vice-prefeito);
Saúde: Patrícia Vieira (primeira-dama);
Assistência Social: Fábia Braga (irmão da primeira-dama);
Chefia de Gabinete: Prenticimar Veloso (mantida no cargo que ocupou na gestão anterior);
Educação: Carlos Gusmão (mantido no cargo que ocupou na gestão anterior);
Finanças: Alex Abreu (vereador que já respondeu pela pasta na gestão anterior e que abrirá vaga na câmara para o suplente Erivelton Martins);
Esporte e Lazer: Rogério Santos (ex-vereador);
Obras e Urbanismo: Nonato Chaves (engenheiro e ex-vereador);
Cultura: Paulo Campos (ex-vereador);
Meio Ambiente, Mulher, Agricultura e Juventude ainda não têm nomes cogitados.

A Assessoria de Comunicação, pasta responsável por divulgar as ações do município, está sendo disputada entre o apresentador de TV, Israel Braga, e Fabão, marqueteiro da campanha de Zé Vieira.

No Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) já estão no comando Ramon Braga (irmão da primeira-dama) e o ex-vereador Bebeto.
*Lista retirada do blog do Sergio Mathias

Por Abel Carvalho


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