ESCUTEC APONTA SURPRESA E PREVÊ UMA GUERRA SEM TRÉGUA NA BRIGA PELAS PELAS DUAS CADEIRAS DE SENADOR - Randyson Laércio

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sábado, 24 de junho de 2017

ESCUTEC APONTA SURPRESA E PREVÊ UMA GUERRA SEM TRÉGUA NA BRIGA PELAS PELAS DUAS CADEIRAS DE SENADOR

Se as eleições fossem agora, os maranhenses seriam os responsáveis por uma das mais acirradas disputas de todos os tempos para o preenchimento das duas vagas no Senado da República. Uma vaga seria arrebatada pelo Grupo Sarney e a outra com forte possibilidade de ser dada ao movimento liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Esse estado de ânimo já vinha sendo previsto pela Coluna e ganhou força agora com a pesquisa do Escutec, cujas preferências do eleitorado são as seguintes: Sarney Filho (PV) com 13%, José Reinaldo (PSB) com 10,8%, Gastão Vieira (PROS) com 10%, Lobão Filho (PMDB) com 9,2%, Waldir Maranhão (PP) com 6,3%, Weverton Rocha (PDT) com 6,2% e Clóvis Fecury (DEM) com 2,1%. No contexto da pesquisa, 28,5% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum desses nomes, enquanto 13,9% responderam com a indecisão. Somados os que não querem nenhum desses aos indecisos, tem-se um exército de 42,4% de eleitores que ainda não têm candidatos.
Nome mais forte do Grupo Sarney nesse rascunho, o deputado federal e atual ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho aparece na ponta na preferência do eleitorado. Seguido por três nomes fortes do cenário político estadual e que já conhecem o caminho das pedras em eleições majoritárias e, segundo o Escutec, encontram-se rigorosamente empatados: o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares, ex-deputado federal e ex-ministro do Turismo Gastão Vieira e o empresário e suplente de senador Lobão Filho. Os quatro formam o pelotão da frente nesse estágio da corrida em que ainda são muitos os traços de indefinição. Chama atenção o fato de que eles nasceram das entranhas do Grupo Sarney. Sarney Filho e Lobão Filho são nomes de roa do grupo; José Reinaldo Tavares já foi um dos seus líderes, Gastão Vieira deixou o grupo, mas continua com trânsito fácil na seara sarneysista comandada por Roseana Sarney, sendo José Reinaldo o único desse pelotão que, mesmo tendo nascido nas entranhas do sarneysismo e ter sido um dos seus principais líderes, milita hoje no movimento liderado pelo governador Flávio Dino.
Os quatros mais bem situados nas preferências do eleitorado têm lastro político e eleitoral para alimentar seus projetos de chegar ao Senado. Do alto de uma dezena de mantados parlamentares, Sarney Filho já consolidou sua candidatura e terá o apoio total do Grupo. José Reinaldo já foi candidato a senador em 2010 e saiu das urnas com quase 800 mil votos e deve ser apoiado pelo governador Flávio Dino. E Lobão Filho tenta transformar em apoio senatorial os mais de um milhão de votos que recebeu em 2014 para governador do Estado. São, portanto, candidatos com elevado grau de viabilidade e que podem concentrar a disputa nesse quarteto.
No segundo pelotão aparecem empatados os deputados federais Waldir Maranhão e Weverton Rocha, ambos com pouco mais de seis pontos percentuais de preferência. Discretamente incensado pelo Palácio dos Leões, Waldir Maranhão, com um décimo à frente, surpreende ao mostrar fôlego politico depois da pancadaria a que foi submetido quando presidiu a Câmara Federal no período do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), e da cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e outros fatos nada republicanos que espancaram duramente sua imagem política. Weverton Rocha, ao contrário, não exibiu o cacife que deveria ter como o aguerrido e bem articulado líder do PDT na Câmara Federal e marechal de campo incontestável das forças do PDT no Maranhão. A expectativa era a de que ele estivesse medindo forças com Sarney Filho e José Reinaldo na cabeça, mas sua colocação em sexto lugar, só à frente do suplente de senador Clóvis Fecury, pode funcionar como uma bomba devastadora sobre o seu projeto de candidatura. Se as coisas permanecerem assim, vão obrigar o Palácio dos Leões a investir pesado em José Reinaldo e Waldir Maranhão.
Por fim, como não há como afirmar que a pesquisa reproduz integralmente a realidade de hoje nem negar que ela é uma referência importante e deve ser levada em conta, pois é fato que esses números já ganharam o Maranhão e o Brasil, espalhando sem reservas a notícia de que o sarneysismo ameaça o projeto político do governador Flávio Dino, situação na qual muitos não acreditam. Alertam para que, mesmo ainda a 15 messes das eleições, decisões graves e definitivas têm de ser tomadas para que o quadro da disputa comece a ser desenhado como um quadro definitivo.
Ribamar Correia

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