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terça-feira, 21 de março de 2017

PF INVESTIGA POSSÍVEL ESQUEMA FRAUDULENTO EM SECRETARIA DO GOVERNO DO ESTADO



Delegados Max Eduardo e Fabrício Martins, delegados da PF, falaram sobre possível esquema na Seap
Delegados Max Eduardo e Fabrício Martins, delegados da PF, falaram sobre possível esquema na Seap (Foto: Biné Morais / O ESTADO)
SÃO LUÍS – Após as prisões efetuadas na Operação Turing, começam a surgir possíveis esquemas de fraudes na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), na qual o policial federal Danilo dos Santos Silva atuou como secretário adjunto de Administração, Logística e Inovação Penitenciária. Danilo foi exonerado do cargo 12 dias antes do início da operação. Existe a possibilidade de desvios de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS). A PF informou que existem “possíveis frustrações do caráter competitivo de licitações do sistema prisional, bem como eventuais desvios na execução de verbas públicas”. Nesta operação, foram presos, também, os blogueiros Luis Assis Cardoso da Silva Almeida, Hilton Ferreira Neto e Luis Pablo Conceição Almeida.
A Polícia Federal também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em que foram apreendidos documentos, cheques assinados e relatório. No entanto, a Justiça não permitiu a entrada dos policiais na sede da Seap e nem na TV Difusora, onde trabalha um dos investigados.
“O policial federal não ganhou dinheiro durante esse esquema ilegal, mas obteve outras vantagens e uma delas um cargo de confiança no governo”, declarou o delegado Max Eduardo Ribeiro, chefe do Núcleo de Inteligência da PF.
Na decisão da 2º Vara da Justiça Federal de São Luís é possível ver que a PF afirma que “foi possível constatar conversas suspeitas do investigado Danilo dos Santos Silva com funcionários da SEAP e proprietários de empresas que prestam serviços àquela secretaria, denotando possível prática de outros ilícitos, tais como fraude em licitações e desvios de verbas públicas, inclusive de origem federal, oriundas do BNDES e de convênio com o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN)”.
Como Danilo dos Santos Silva foi exonerado 12 dias antes do início da Operação Turing, e a PF não tem como hábito informar de forma antecipada suas ações, é provável que Palácio dos Leões tenha tido acesso à informação privilegiada sobre a investigação até então sigilosa.
SEAP afasta servidores
Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que os dois servidores citados na Operação Touring, deflagrada pela Polícia Federal, serão afastados enquanto ocorrem as investigações.
Ainda segundo a Seap, os outros suspeitos já não exercem funções na secretaria, dentre eles o ex-secretário adjunto Danilo dos Santos Silva, que pediu afastamento do cargo este mês por decisão pessoal.
A secretaria informou também que já suspendeu todos os pagamentos referentes às empresas citadas até que os fatos sejam devidamente esclarecidos e irá abrir uma auditoria interna independente para apurar possíveis irregularidades.
O Estado do Maranhão

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