CASOS DE CORRUPÇÃO SÃO FREQUENTES NO GOVERNO - Randyson Laércio

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sábado, 25 de março de 2017

CASOS DE CORRUPÇÃO SÃO FREQUENTES NO GOVERNO



Policia Federação identificou organização na Seap
Policia Federação identificou organização na Seap (Foto: Biné Morais / O ESTADO)
SÃO LUÍS - Casos levantados por suspeita de corrupção têm sido recorrentes no Governo Flávio Dino (PCdoB). De maio de 2015, no primeiro ano de mandato do comunista, até a semana passada, quando a Polícia Federal (PF) desvendou a articulação de uma organização criminosa na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), foram vários os escândalos no Executivo Estadual.
O primeiro deles envolveu José Wellington da Silva Leite, ex-assessor da pasta de Assuntos Políticos – que no ano passado foi fundida com a de Comunicação e que tem no comando o presidente do PCdoB no Maranhão -, Marcio Jerry.
A Polícia Civil encontrou em maio de 2015 um cheque de José Wellington em um dos cofres de propriedade do agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan, durante uma operação contra o crime de agiotagem no estado.
José Wellington, que depois disso foi exonerado do Governo, atuava como Superintendente de Articulação Política do Executivo. Era auxiliar direto de Marcio Jerry.
Propina - Dois meses depois da apreensão da polícia no cofre de Pacovan e que atingiu auxiliar de primeiro escalão do Governo, outra forte denúncia de ato de corrupção abalou o Palácio dos Leões.
Na ocasião o líder indígena Uirauchene Soares, que liderava uma manifestação indígena contra o Governo do Estado por melhorias na educação, acusou a suplente de deputada estadual e assessora especial do governador Flávio Dino, Simone Limeira, de ter cobrado propina para a liberação de pagamento a uma empresa ligada a ele, e que prestava serviços de transporte escolar indígena na região de Grajaú.
Limeira, depois disso, pediu a exoneração do cargo e divulgou nota afirmando ter sido vítima de uma armação. Uirauchene chegou a mostrar o extrato de dois depósitos efetivados na conta de Limeira, que depois silenciou sobre o caso.
No ano passado, Simone Limeira foi candidata do PCdoB a prefeita do município de Grajaú. Apesar de ter recebido o apoio do governador Flávio Dino, ela perdeu o pleito.
Em 2016, outro caso de suspeita de corrupção, e que está sob a análise da Justiça Estadual, provocou desgaste ao Palácio dos Leões.
Trata-se do escândalo que ficou conhecido nacionalmente como “Aluguel Camarada”.
O governo Flávio Dino pagou religiosamente em dia R$ 9,5 mil por mês pelo aluguel de um imóvel na Aurora, pertencente a um membro do PCdoB. Até aquela ocasião mais de R$ 170 mil haviam sido pagos pelo aluguel. A casa foi alugada para abrigar uma unidade anexo da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) - subordinada à Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) -.
O prédio pertence a Jean Carlos Oliveira, filiado ao PCdoB desde março de 2013. Jean Carlos era também nomeado na Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e havia cedido o local, em 2014, para funcionar de comitê político do PCdoB. No imóvel eram realizadas reuniões politicas e distribuídos materiais gráficos de Flávio Dino, então candidato a governador.
O caso ganhou destaque negativo em telejornais da TV Globo e fortes críticas por parte da oposição, principalmente após Marcio Jerry justificar o episódio como uma “coincidência”. Depois da repercussão, Jean Carlos foi exonerado do cargo e a população da Aurora exigiu a retirada da Funac da Aurora.
Saiba Mais
Na semana passada a Operação Turing, da Polícia Federal (PF), revelou a existência de uma organização criminosa, liderada por Danilo dos Santos Silva – agente da PF -, no âmbito da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). Danilo, segundo a polícia e o Ministério Público Federal (MPF), aparelhava a Seap para fraudar licitações e desviar verbas públicas federais do BNDES e de convênio com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Danilo está preso.
Outro Lado
Governo se posiciona sobre casos suspeitos
Sobre a locação do imóvel na Aurora pela Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), a STC solicitou parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que consignou não ter havido ilegalidade e recomendou a demissão do funcionário público da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), por ausência de boa-fé, ao deixar de informar sobre a celebração do contrato à sua qualidade de funcionário público, embora não impedisse a contratação. Assim, tendo a Emap demitido o funcionário, não havia mais providência a ser reclamada pela STC.
Acerca dos fatos noticiados envolvendo os ex-servidores Simone Limeira e José Wellington Silva Leite, considerando não se ter vislumbrado relação destes e o exercício dos cargos públicos que ocupavam, não houve por parte da Secretaria de Transparência e Controle (STC) a instauração direta de procedimento disciplinar.
Quanto ao episódio envolvendo o ex-servidor Danilo dos Santos Silva, a STC aguarda a análise pelo Poder Judiciário de pedido de compartilhamento de informações e documentos, já formalizado pelo Estado, para decidir sobre as providências a serem tomadas.
O Estado do Maranhão

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